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Maldita pedofilia!

 

 

Na atualidade, a pedofilia é objeto de freqüentes noticiários por ser um crime causador da indignação da Sociedade. São escândalos e mais escândalos que envolvem personalidades que, de modo mediato ou imediato, têm relações pessoais ou virtuais com crianças. É, sem dúvida, um mal que mancha a dignidade inviolável da pessoa que é vítima (no caso, a criança) e daquele que, por um transtorno psicossocial, vilipendia, de forma animalesca e cruel, a inocência pueril.

Está sendo divulgado que o Brasil é o quarto país com maior número de sites nos quais são vistas fotos de crianças vítimas destas pessoas enfermas. Daí podemos tirar algumas conclusões: a) o problema da pedofilia atinge a uma pluralidade de indivíduos; b) não é um crime cometido por uma casta; c) não é um desvio de personalidade por causa do celibato sacerdotal (em países nos quais o celibato não é obrigatório já foram comprovados muitos casos de pedofilia e de homossexualidade.); d) por último, - fato estatísticamente mais importante -, é notada uma ínfima quantidade de consagrados portadores deste desvio de personalidade.

Na Igreja nunca foi ancorada a prática da pedofilia. A Igreja abomina o pecado; mas acolhe o pecador que toma ciência das suas atitudes arbitrárias e busca a cura para suas dificuldades. Não é questionado o amparo que todos devem dar às crianças molestadas, principalmente mediante a justiça que não oblitera a misericórdia; mas ao contrário aparece como via metódica de encontro do humano com o divino.

É claro e indiscutível que a Igreja Católica também não está livre desta mazela, através de alguns dos seus membros, inclusive sacerdotes. Por isso, consciente da sua missão universal e salvífica, a Igreja abomina e repudia veementemente esta praga social, como algo que atenta contra a dignidade do ser humano (feito à imagem e como semelhança de Deus) e que vai de encontro à caridade cristã. Convém reafirmar esta postura da Igreja, já que, de modo leviano e demagógico, se tenta, mediante atitudes malévolas e pseudo-intelectuais, macular todo o clero que, composto por presbíteros, em comunhão com o seu Bispo Diocesano, têm o múnus de apascentar o povo de Deus, sem nunca olvidar que com esta grei eles são cristãos e para ela são ministros.

Assim sendo, como integrantes desta humanidade pecadora e enferma, “não julguemos para não sermos julgados. Pois com o julgamento com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido sereis medidos. Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu? Ou como poderás dizer ao teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão (Cf. Mt 7,1-5)”.

Observe-se, por fim, que o verdadeiro reformador das estruturas desta Igreja é e sempre será o próprio Jesus Cristo. Nele a nossa compaixão por aquelas crianças acometidas de atrocidades sexuais por quem quer que seja, juntamente com suas famílias! E, mesmo confiando na misericórdia, já que felizes são os misericordiosos (Cf. Mt 5,7), a Igreja categoricamente afirma que ama a pessoa humana; mas condena a pedofilia!

Pe. Matias Soares
Administrador da Paróquia de São Francisco de Assis
Lagoa de Pedras -RN

   

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