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Necessita-se de padres discípulos missionários para o Povo de Deus

 

“A Igreja necessita de sacerdotes e consagrados que nunca percam a consciência de serem discípulos em comunhão”(DA n. 324).

Estamos nos encaminhando para o término de mais um ano letivo na vida do nosso Seminário. A Equipe Vocacional tem feito, ao longo do ano, o trabalho de acompanhamento dos vocacionados, que desemboca sempre, no final de cada ano, na seleção daqueles que ingressarão no ano seguinte.
Queremos apresentar partes do texto do Documento de Aparecida que nos chamam à atenção sobre alguns aspectos que devem ser levados em conta tanto por aqueles que ingressam nos Seminários como também por aqueles que atuam na formação.
“Sem dúvida, os seminários e as casas de formação constituem espaço privilegiado – escola e casa – para a formação de discípulos e missionários. O tempo da primeira formação é uma etapa onde os futuros presbíteros compartilham a vida, a exemplo da comunidade apostólica ao redor do Cristo Ressuscitado: oram juntos, celebram a mesma liturgia que culmina na Eucaristia, a partir da palavra de Deus recebem os ensinamentos que vão iluminando sua mente e modelando seu coração para o exercício da caridade fraterna e da justiça, prestam serviços pastorais periodicamente a diversas comunidades, preparando-se assim para viver uma sólida espiritualidade de comunhão com Cristo Pastor e docilidade à ação do Espírito Santo, convertendo-se em sinal pessoal e atrativo de Cristo no mundo, segundo o caminho de santidade próprio do ministério sacerdotal”.(DA n.316).
“A realidade atual exige de nós uma maior atenção aos projetos de formação dos Seminários, pois os jovens são vítimas da influência negativa da cultura pós-moderna, especialmente dos meios de comunicação, trazendo consigo a fragmentação da personalidade, a incapacidade de assumir compromissos definitivos, a ausência de maturidade humana, o enfraquecimento da identidade espiritual, entre outros, que dificultam o processo de formação de autênticos discípulos e missionários. Por isso, antes do ingresso no Seminário, é necessário que os formadores e responsáveis façam esmerada seleção dos candidatos que leve em consideração o equilíbrio psicológico de personalidade sadia, motivação genuína de amor a Cristo, à Igreja, e ao mesmo tempo capacidade intelectual adequada às exigências do ministério no tempo atual”.(DA n.318).
“È necessário um projeto formativo do Seminário que ofereça aos seminaristas um verdadeiro processo integral: humano, espiritual, intelectual e pastoral, centrado em Jesus Cristo Bom Pastor. È fundamental que, durante os anos de formação, os seminaristas sejam autênticos discípulos, chegando a realizar verdadeiro encontro pessoal com Jesus Cristo na oração com a Palavra, para que estabeleçam com Ele relações de amizade e amor, assegurando o autentico processo de iniciação espiritual, especialmente no Período Propedêutico. A espiritualidade que se promove deverá responder à identidade da própria vocação, seja diocesana ou religiosa”. .(DA n.319).
“Ao longo da formação, procurar-se-á desenvolver amor terno e filial a Maria, de maneira que cada formando chegue a ter com ela familiaridade espontânea e a ‘acolha em casa’ como o discípulo amado. Ela oferecerá aos sacerdotes força e esperança nos momentos difíceis e os estimulará a ser incessantemente discípulos missionário para o Povo de Deus”.(DA n.320).
“especial atenção deverá se prestar ao processo de formação humana para a maturidade, de tal maneira que avocação ao sacerdócio ministerial dos candidatos chegue a ser para cada um deles um projeto de vida estável e definitivo, em meio a um cultura que exalta o descartável e o provisório. Diga-se o mesmo da educação para o amadurecimento da afetividade e da sexualidade. Esta deve levar a compreender melhor o significado evangélico do celibato consagrado com valos que assemelha a Jesus Cristo, portanto, como estado de amor, fruto do dom preciosos da graça divina, segundo o exemplo da doação nupcial do Filho de Deus; a acolhê-lo como tal com firme decisão, com magnanimidade e de todo o coração, e a vivê-lo com serenidade e fiel perseverança, com a devida ascese no caminho pessoal e comunitário, como entrega a Deus e aos demais com o coração pleno e indiviso”.(DA n.321).
“Em todo o processo de formação, o ambiente do Seminário e da pedagogia formativa deverão cuidar do clima de sã liberdade e de responsabilidade pessoal, evitando criar ambientes artificiais ou itinerários impostos. A opção do candidato pela vida e ministério sacerdotal deve amadurecer e apoiar-se em motivação verdadeiras e autênticas, livres e pessoais. A isso se orienta a disciplina nas casas de formação. As experiências pastorais, discernidas e acompanhadas no processo formativo, são sumamente importantes para confirmar a autenticidade das motivações no candidato e ajudá-lo a assumir o ministério como verdadeiro e generoso serviço, no qual o ser e o agir, pessoa consagrada e ministério, são realidade inseparáveis”.(DA n.322).
“Ao mesmo tempo, o Seminário deverá oferecer formação intelectual séria e profunda, no campo da filosofia, das ciências humanas, e especialmente da teologia e da missiologia, a fim de que o futuro sacerdote aprenda a anunciar a fé em toda a sua integridade, fiel ao Magistério da Igreja, com atenção crítica atento ao contexto cultural de nosso tempo e às grandes correntes de pensamento e de conduta que deverá evangelizar. Simultaneamente se deverá reforçar o estudo da Palavra de Deus no currículo acadêmico nos diversos campos de formação, procurando que a Palavra divina não se reduza somente a noções, mas que em verdade seja espírito e vida que ilumine e alimente toda a existência. Portanto, será necessário contar em cada seminário com número suficiente de professores bem preparados”.(DA n.323).

 

Pe. Valtair Lira Lucas
Reitor do Seminário de São Pedro

   

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