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História
do Seminário de São Pedro
Segundo informações
do livro de crônicas do ano de 1979, o primeiro bispo de Natal,
Dom Joaquim de Almeida já iniciara uma experiência
de Seminário no ano de 1912, que deixou de funcionar nos
anos de 1916-1918 quando a Diocese encontrava-se vacante.
Um importante artigo publicado pelo
historiador Itamar de Souza (ex-aluno do Seminário) no Jornal
"A República" em 16 de dezembro de 1984, fruto
de minunciosa pesquisa, esclarece dados dessa época. Segundo
ele dessa tentativa formou-se uma comunidade de seminaristas denominada:
Seminário Diocesano, cujo primeiro Reitor foi o Mons. Alfredo
Pegado, coadjuvado pelos padres da Sagrada Família. O fechamento
ocorreu quando Dom Joaquim de Almeida renunciou à Diocese
por motivos de doença.
A criação do Seminário
de São Pedro se deu oficialmente em 15 de fevereiro de 1919
com o 2º bispo de Natal, Dom Antônio dos Santos Cabral.
Sua primeira turma contava com 12 alunos no Colégio Santo
Antônio, ao lado da Igreja, no pavimento superior que dava
para a hoje rua Expedicionário Rodoval Cabral. Na reitoria
encontrava-se o então Vigário Geral Mons. Alfredo
Pegado. Essa turma teve entre seus alunos o Pe. Luís Gonzaga
do Monte e Dom José de Medeiros Leite, bispo de Oliveira
em Minas Gerais, já falecidos. A formação inicial
do Seminário já constava do ginasial e dos cursos
filosófico-teológicos.
É sabido que, mesmo antes da
fundação do Seminário, alguns rapazes que estudavam
no Colégio Santo Antônio e se interessavam pelo sacerdócio,
eram enviados para realizar seus estudos em outros Seminários
como: o da Paraíba (João Pessoa), Olinda, Fortaleza.
Por volta do dia 06 de novembro de
1924, "os seminaristas foram residir na casa grande de um sítio,
onde hoje ergue-se o Cine Rio Grande, na Av. Deodoro da Fonseca".
"Pretendendo dotar o Seminário
de instalações definitivas, D. Antônio dos Santos
Cabral, comprou dois terrenos no Tirol. O primeiro pertencente ao
Sr. José Getúlio Teixeira de Moura e sua esposa, Dona
Ana Moura, foi comprado em setembro de 1919, compreendendo uma área
de 7.620 metros quadrados. Havia nele uma casa de telha e tijolo,
na Av. Campos Sales, onde os seminaristas residiram durante um certo
tempo. A parte norte deste terreno que dá para a Rua Apodí,
está ocupada pelo Posto São Pedro e o Zás-Trás,
e pelo prédio da ex-Faculdade de Ciências Econômicas,
Contábeis e Atuariais. O outro terreno foi comprado em dezembro
daquele ano ao Sr. José Olegário Dantas e sua esposa,
Dona Joana Gualherta Fernandes. Conforme a escritura lavrada no
segundo Cartório Judiciário, os limites eram os seguintes:
possuidores de um cercado com uma casa de morada e diversas fruteiras,
encravado na Av. Campos Sales, na Cidade Nova (nome primitivo do
Tirol) , desta Capital, em terreno foreiro do patrimônio municipal
com uma superfície quadrada de cento e dez metros e dez centímetros
(110.10) limitado ao norte por propriedade de José Getúlio
com cento e vinte (120,00) metros, a Leste pela Av. Campos Sales
com setenta e sete metros, ao Sul pela rua Maxaranguape com cento
e vinte (120,00) e a Oeste pela Av. Prudente de Morais com cento
e seis metros (106,00)... Este imóvel foi adquirido pela
Diocese por dois contos de reis". Até o ano 1930, nada
foi construído nesse terreno.
Mesmo com todo esforço, segundo
o livro de crônicas de 1925, o Seminário é fechado
no final deste ano por motivos financeiros e falta de meios adequados
para a formação intelectual dos seminaristas. Foi
reaberto no início de 1926, mas em 21 de março, após
a missa dominical é novamente fechado, conforme telegrama
recebido pelo Reitor no dia 7 de março. O telegrama dizia:
"Agradeço querido amigo sua dedicação
pt Ouça Cônego Dantas a quem telegrafei fechando provisoriamente
Seminário. Bispo de Natal" (Dom José Pereira
Alves, encontrava-se no Rio de Janeiro). No mesmo dia o Côn.
Estevão Dantas –encarregado do Bispado na ausência
do Bispo – recebeu o seguinte telegrama: "Feche provisoriamente
Seminário pt Escreva Arcebispo e Reitor Paraíba pedindo
aceitar seminaristas..." Tendo obtido resposta positiva do
Arcebispo da Paraíba, todos os alunos foram transferidos
para o Seminário de João Pessoa, outros para o Seminário
da Prainha em Fortaleza, São Paulo e Belo Horizonte.
No ano seguinte, em 1927, foi reaberto
com o retorno dos seminaristas para Natal. Os seminaristas foram
para as dependências do Colégio Diocesano Santo Antonio.
Mas, por falta de melhores condições de funcionamento
nesse lugar, foi transferido para a residência episcopal situada
à rua Cel. Bonifácio (atual Santo Antônio) ficando
no Colégio apenas o dormitório dos seminaristas. Naquele
mesmo ano Dom José Pereira Alves, vendo que o Seminário
encontrava-se em precárias condições, conseguiu
com o Governador José Augusto que os seminaristas fossem
residir num prédio do Estado, onde hoje funciona o Aero-Clube
na Av. Hermes da Fonseca. Como Natal não era ainda Arquidiocese
o Seminário ficou apenas com o ginasial, o Seminário
Maior foi fechado, por determinação da Santa Sé,
como aconteceu com outros seminários sediados em pequenas
Dioceses. Só as Arquidioceses naquela época poderiam
ter Seminário Maior. A partir desse fato, penas o Menor continuaria
a funcionar até a reabertura do Seminário Maior que
aconteceria 50 anos depois.
Nova etapa do Seminário
de São Pedro
após fechamento da divisão dos Maiores
Em 1928, "não obstante
ter Dom José Pereira Alves tentado a doação
deste prédio para a Diocese", o Governador Juvenal Lamartine
de Faria o pediu de volta. Nessa ocasião, retornou ao Colégio
Santo Antônio e era Reitor o Côn. João da Matta.
O prédio definitivo do Seminário,
ou como era chamado: chácara do Tirol, muitas vezes mencionado
em diversos escritos como um patrimônio histórico,
foi construído em 1930 por Dom Marcolino Dantas, 4º
Bispo de Natal. A fundação do referido prédio
que está à Av. Campos Sales, 850 – Tirol, ocorreu
a 3 de outubro daquele ano com o início de sua construção
sob a direção do Engenheiro Dr. Otávio Tavares
a qual foi encerrada em 1933, após um árduo trabalho
do mencionado Bispo.
Sobre este esforço de Dom Marcolino,
o historiador Itamar de Souza no seu artigo diz o seguinte: "O
Cel. Rosendo Fernandes de Oliveira, residente em Carnaúbas,
ofereceu todo o mosaico para a capela do Seminário no valor
de 2:000$000; o Sr. Jonas Gurgel, prefeito daquela cidade, doou
o mosaico para a sala de visitas.
As doações feitas por
pessoas de Natal foram inúmeras. Assim, quando estava à
frente da Prefeitura de Natal, o Dr. Dias Guimarães ofereceu
os paralelepípedos e meios-fios para a entrada do prédio,
que se estende do portão da balustrada até à
escadaria do acesso principal. O Dr. Omar O’Grady, proprietário
da Serraria Industrial, doou a grande porta da entrada. Por fim,
a Companhia Lloyd Brasileiro, por meio do seu agente nesta cidade,
Sr. Odilon Garcia, auxiliou a construção transportando
gratuitamente, do Pará para Natal, cartoze milheiros de telhas
francesas para a cobertura do Seminário".
Algum tempo após o término
da construção do prédio, em agosto de 1933,
esteve em visita Apostólica no Seminário de São
Pedro o Revmo. Mons. Alberto Pequeno. Resultou daí, novamente
a transferência de seminaristas do curso superior para Fortaleza.
Concluíram os cursos em Natal aqueles que se encontravam
nos últimos anos.
Em 1934, por um privilégio
e favor concedido pelo Visitador Apostólico, Mons. Manoel
Pereira da Cunha Cintra (depois Bispo de Petrópolis), alguns
alunos que terminavam sua teologia permaneceram em Natal. Dentre
eles: Côn. Jorge O’Grady, Mons. Severino Bezerra e Dom
José Adelino. Os demais seminaristas seguiram para outros
seminários.
Nessa época, Dom Marcolino
Esmeraldo de Souza Dantas anuncia a criação da Obra
das Vocações Sacerdotais, com o fim de fomentar nas
famílias o interesse pelas vocações sacerdotais;
garantir a manutenção de alunos pobres no Seminário,
além de adquirir donativos para o Seminário e seminaristas
pobres. Os estatutos da O. V. S. foram promulgados no dia do aniversário
de fundação do prédio a 3 de outubro de 1940.
Todo o empenho necessário para
as melhorias do Seminário eram realizados em diversos setores.
Por isso mesmo, em 22 de março de 1950 foram inscritos no
Primeiro Ofício de Notas (Cartório de Natal) os estatutos
oficiais do Seminário de São Pedro.
A partir de 1958 assumia a Reitoria
o Pe. Lucilo Alves Machado, até então Diretor Espiritual.
Em sua época surgiu o Ginásio Diocesano, construído
no lugar onde estava a antiga casa que seria o Lar sacerdotal, a
fim de que fosse uma fonte de renda para a manutenção
do Seminário. Foi o primeiro Ginásio misto da época
onde dentre os rapazes estudavam também os seminaristas.
Funcionou até 1969. Nas dependências do antigo Ginásio
encontra-se hoje um órgão do goverono. O Posto São
Pedro também foi outro empreendimento criado com a mesma
intenção. Lá os seminaristas trabalhavam um
turno. A novidade deste posto era que, diferente dos outros, tinha
uma sorveteria. Alguns comentários que surgiam, ouvia-se:
"o posto do padre venderá gasolina ou sorvete..."?
Anos depois, precisamente no dia 9
de maio de 1963, o Prefeito de Natal, Djalma Maranhão, publicou
no Diário Oficial a Lei nº 1325 que reconheci de Utilidade
Pública o Seminário de São Pedro, o que aconteceu
mediante um projeto de lei do vereador Raimundo Nobre Barreto, pai
do então seminaristas Misael Araújo Barreto –
atual Reitor da Universidade Potiguar -, aprovado na Câmara
dos Vereadores.
Fruto de uma crise vocacional que
atingiu muitos seminários do Brasil, o São Pedro novamente
fechou entre os anos de 1969 e 1977. Nesta nova etapa do Seminário
de São Pedro, faz-se necessário mencionar separadamente
as trajetórias do Maior e Menor.
Reabertura do Seminário
Menor
Com muito empenho, sacrifício
e obstinação Dom Nivaldo Monte, ex-aluno, reabriu
em 10 de fevereiro de 1977 o seminário menor, com 9 alunos,
- entre eles dois da Diocese de Mossoró -, as portas do Seminário
no endereço de sua residência à rua Mipibu,
441. Segundo Dom Nivaldo, um dos que mais apoiaram sua decisão
foi o atual Vigário Geral Mons. Francisco de Assis Pereira.
Naquela época era Reitor, o Pe. Hudson Brandão. A
referida residência fora doada pelo Governador do Estado Sr.
Aluísio Alves. Nessa época, os seminaristas menores
tinham seus estudos realizados no Colégio Marista. Aí
residiram até 1988, quando foram transferidos para Nova Cruz.
A nova instalação do Seminário menor recebeu
o nome de Centro Vocacional. Situado à Rua Pedro Velho, 300,
tinha como Reitor Pe. Matias Patrício de Macedo e Vice-Reitor
Pe. Robério.
Depois da experiência do Centro
Vocacional, o Seminário Menor foi reaberto a 16 de fevereiro
de 1991, em João Câmara na sede Paroquial. O fato ocorreu
com missa presidida pelo então Arcebispo Dom Alair Vilar
Fernandes de Melo e concelebrada pelos padres: Inácio de
Loiola (Reitor), Mons. Luis Lucena Dias (Pároco de João
Câmara), Pe. Robério Camilo da Silva, Mons. Vicente
de Paula da Costa Vasconcelos e Pe. Jaime Vieira Rocha ( Reitor
do Seminário Maior).
De João Câmara o Seminário
menor mudou-se para uma casa doada à Diocese pelo Professor
Ulisses de Góis situada à Rua Nilo Peçanha,
239. Assumiu a Reitoria o Côn. Lucilo Alves Machado. Os seminaristas
menores permaneceram aí até 1995 quando em outubro
foram para o prédio da Campos Sales permanecendo lá
até dezembro. Em 1996 novamente foram residir à Rua
Mipibu, 441 – Petrópolis.
Procurando atender à necessidade
de acolher novos e mais seminaristas, o Seminário Menor deixa
a residência da Rua Mipibú passando a funcionar com
instalações mais adequadas em Emaús-Parnamim
(BR-101 Km 7,5) a partir do dia 04 de fevereiro do ano 2000, tendo
como vice-reitor o Pe. José Roberto da Rocha, antes vice-reitor
do Seminário Maior.
Reabertura do Seminário
Maior passados 50 anos
Em 1981 um novo desafio foi empreendido
pelo Seminário, já que os seminaristas menores terminavam
seu 2º grau e necessitavam continuar a formação.
Teve início, portanto, no dia 15 de fevereiro desse ano o
curso filosófico orientado para a formação
dos seminaristas maiores. As aulas foram ministradas no ITEPAN (
Instituto de Teologia Pastoral de Natal), por um grupo de professores,
em sua maioria, da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
Um ano depois, em 1982, A Arquidiocese fez um convênio com
a Universidade Federal para que os seminaristas pudessem pagar algumas
disciplinas filosóficas; as demais foram assumidas pela própria
equipe de formação do Seminário. A partir daí,
de 1980 a 1983 a Arquidiocese de Natal enviou um grupo de 11 seminaristas
para cursar Teologia no Rio de Janeiro. Residiram no Seminário
São José e estudaram na PUC (Pontifícia Universidade
Católica) até o ano de 1984.
Por umdecreto promulgado em 08 de
março de 1985, o Arcebispo Metropolitano de então,
Dom Nivaldo Monte, erigiu o Seminário Maior da Arquidiocese
de Natal tendo como patrono São Pedro. Nessa mesma ocasião
tinha abertura oficial o curso de Teologia cujo funcionamento integral
se daria no Seminário juntamente com o de Filosofia já
em andamento. A casa de formação continuava sendo
na Rua Mipibu. Em 1994 os seminaristas da Teologia foram dali transferidos
para a Casa do Clero em Emaús e em 1996 os filósofos,
provisorimanete, para a casa de repouso das Irmãs do Amor
Divino em Ponta Negra. Daí seguiram para o prédio
da Av. Campos Sales, recém reformado após ter sido
entregue pelo governo do Estado ao qual estava aludado.
Em setembro de 1997, por ocasião
de sua viagem à Suíça, passando pelo Rio de
Janeiro, Dom Heitor de Araújo Sales convida o Pe. José
Valquimar Nogueira do Nascimento, - na época exercendo seu
ministério sacerdotal como formador do Seminário São
José e Vigário Paroquial de Nossa Senhora de Guadalupe
naquela Arquidiocese -, para assumir a Reitoria do Seminário
Maior de São Pedro. Chegando a Natal no dia 31 de janeiro
de 1998, Pe. Valquimar iniciou seus trabalhos no Seminário
organizando a chegada dos seminaristas. A proposta do Arcebispo
era de reunir na Campos Sales, junto com os Filósofos, também
os teólogos que se encontravam na Casa do Clero em Emaús
(Doada por Dom Nivaldo Monte). E conforme o planejado, a mudança
da mobília da Casa de Emaús para a Campos Sales, foi
realizada pelos 16 seminaristas do propedêutico daquele ano.
Foi um intenso trabalho de arrumação para que todos
os ambientes do prédio pudessem abrigar os seminaristas.
Tudo isso seria provisoriamente, já que existia um projeto
de ampliação para o Seminário. Com Pe. Valquimar
assumiu a vice-reitoria o Pe. José Roberto da Rocha, ordenado
sacerdote em 19 de junho de 1998 para esta missão. Continuavam
fazendo parte da Equipe de Formação os seguintes padres:
Mons. Francisco de Assis Pereira (Diretor do curso de Teologia),
Mons. Agnelo Dantas Barreto (Diretor do curso de filosofia); Pe.
Augustin Calatayud, SJ (Diretor Espiritual da Filosofia); Mons.
João Correia de Aquino, Pe. José Teixeira de Almeida
(Confessores). O Pároco de Jandaíra, Pe. Inácio
de Loyola Bezerra, começou a assumir a direção
espiritual da teologia vindo duas vezes por semana ao Seminário.
Mas, vendo o Arcebispo a necessidade de residir na casa de formação
um diretor espiritual, transferiu Pe. Inácio de Loyola Bezerra
para a Paróquia de Extremoz, tendo como residência
o Seminário de São Pedro.
O Seminário Menor continuava
à Rua Mipibu, 441 com Pe. Fábio dos Santos na Reitoria.
Devido aos trabalhos do novo apostolado do Pe. Fábio dos
Santos com a música e gravação de um CD, assumiu
também a Reitoria do Seminário Menor em 1999, o Pe.
José Valquimar Nogueira do Nascimento. A partir daí,
o Seminário de São Pedro – Maior e Menor –
teria um único Reitor.
Com o interesse de aprimorar a formação
do seu futuro presbitério, Dom Heitor de Araújo Sales
declarou publicamente a prioridade que a Arquidiocese daria ao Seminário
com uma atenção maior. Fruto desse empenho é
que em setembro de 1998 começaram as ampliações
do prédio para atender as necessidades da adequada formação
e, graças a Deus, ao grande número de vocações.
Nesse esforço conjunto, destaca-se a incansável ajuda
dos irmãos católicos da Alemanha com o apoio das Entidades
alemãs Adveniat, Kirche in Not e Diocese de Colônia
que sempre ajudaram a Arquidiocese de Natal e particularmente, nessa
ocasião, ao Seminário de São Pedro. No projeto
de ampliação inteiro, suas ajudas foram significativas
sem as quais não seria possível concretizar um sonho.
Embora já existisse uma planta
para ampliação do Seminário, após a
chegada do Pe. José Valquimar Nogueira do Nascimento, juntamente
com Dom Heitor foi lançada uma proposta de reelaboração
da mesma. Foi então que começaram os primeiros passos
até se concretizar a planta definitiva.
Em 1999 os trabalhos do primeiro pavimento
de dormitórios foram encerrados e no ano 2000 começaram
os do segundo pavimento, ainda em andamento. Ambos estão
situados na parte interna do prédio da Campos Sales. Construídos
numa arquitetura mais moderna, nem por isso agridem a estrutura
do antigo casarão que, embora tenha passado por uma grande
reforma em 1995, com adaptações internas, não
teve suas características externas perdidas. Além
do mais, grande parte dos pavimentos internos foram preservados
por força da própria estrutura que impediu alterações.
Assim temos inúmeras janelas e portas, escadarias, etc. Dentre
estas, encontra-se a escada de ferro em forma de caracol conhecida
como a escada de Dom Marcolino.
No pátio externo voltado para
a Campos Sales, ainda estão as pitangueiras tão antigas
como o próprio Seminário, que viram gerações
e gerações de sacerdotes sendo formados. A entrada
continua a mesma voltada para a grande porta central. O muro que
cerca sua frente, já reformado, procura ser semelhante ao
que era anteriormente.Vê-se claramente a continuidade dos
esforços para que o Seminário mantenha viva a sua
índole e estrutura, preservando uma identidade que por si
impõe-se diante da grande avenida.
Vê-se claramente a continuidade
dos esforços para que o Seminário mantenha viva a
sua índole e estrutura. Já nos primeiros anos após
a construção do prédio da Campos Sales, Dom
Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas, preocupava-se com a permanente
iniciativa dos fiéis em prol dessa Instituição
criando a Obra das Vocações Sacerdotais, com o fim
de fomentar nas famílias o interesse pelas vocações;
garantir a manutenção de alunos pobres no Seminário,
além de adquirir donativos para o Seminário e seminaristas
pobres. Os estatutos da O . V . S . foram promulgados no dia do
aniversário de fundação do prédio a
3 de outubro de 1940.
Ao completar 80 anos, o Seminário
de São Pedro é para Natal e o Rio Grande do Norte
um marco da cultura e da formação na história
de várias gerações, como mencionou algumas
vezes, nesta casa, nosso ilustre Câmara Cascudo. Após
terem passado desde 1919, os incansáveis 12 reitores, diretores
espirituais, confessores e inúmeros professores e padres
das equipes de formação, o Seminário caminha
rumo ao novo milênio vislumbrando horizontes frutuosos.
Graças a Deus, a chácara
do Tirol, apesar de tantos sacrifícios, nunca deixou de reluzir
o seu brilho. Podendo até ser chamado hoje de o Casarão
de ouro da Campos Sales.
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