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É sabido que, mesmo antes da fundação
do Seminário, alguns rapazes que estudavam no Colégio
Santo Antônio e se interessavam pelo sacerdócio,
eram enviados para realizar seus estudos em outros Seminários
como: o da Paraíba (João Pessoa), Olinda,
Fortaleza.
Por volta do dia 06 de novembro
de 1924, "os seminaristas foram residir na casa grande
de um sítio, onde hoje ergue-se o Cine Rio Grande,
na Av. Deodoro da Fonseca".
"Pretendendo dotar o
Seminário de instalações definitivas,
D. Antônio dos Santos Cabral, comprou dois terrenos
no Tirol. O primeiro pertencente ao Sr. José Getúlio
Teixeira de Moura e sua esposa, Dona Ana Moura, foi comprado
em setembro de 1919, compreendendo uma área de 7.620
metros quadrados. Havia nele uma casa de telha e tijolo,
na Av. Campos Sales, onde os seminaristas residiram durante
um certo tempo. A parte norte deste terreno que dá
para a Rua Apodí, está ocupada pelo Posto
São Pedro e o Zás-Trás, e pelo prédio
da ex-Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis
e Atuariais. O outro terreno foi comprado em dezembro daquele
ano ao Sr. José Olegário Dantas e sua esposa,
Dona Joana Gualherta Fernandes. Conforme a escritura lavrada
no segundo Cartório Judiciário, os limites
eram os seguintes: possuidores de um cercado com uma casa
de morada e diversas fruteiras, encravado na Av. Campos
Sales, na Cidade Nova (nome primitivo do Tirol) , desta
Capital, em terreno foreiro do patrimônio municipal
com uma superfície quadrada de cento e dez metros
e dez centímetros (110.10) limitado ao norte por
propriedade de José Getúlio com cento e vinte
(120,00) metros, a Leste pela Av. Campos Sales com setenta
e sete metros, ao Sul pela rua Maxaranguape com cento e
vinte (120,00) e a Oeste pela Av. Prudente de Morais com
cento e seis metros (106,00)... Este imóvel foi adquirido
pela Diocese por dois contos de reis". Até o
ano 1930, nada foi construído nesse terreno.
Mesmo com todo esforço,
segundo o livro de crônicas de 1925, o Seminário
é fechado no final deste ano por motivos financeiros
e falta de meios adequados para a formação
intelectual dos seminaristas. Foi reaberto no início
de 1926, mas em 21 de março, após a missa
dominical é novamente fechado, conforme telegrama
recebido pelo Reitor no dia 7 de março. O telegrama
dizia: "Agradeço querido amigo sua dedicação
pt Ouça Cônego Dantas a quem telegrafei fechando
provisoriamente Seminário. Bispo de Natal" (Dom
José Pereira Alves, encontrava-se no Rio de Janeiro).
No mesmo dia o Côn. Estevão Dantas –encarregado
do Bispado na ausência do Bispo – recebeu o
seguinte telegrama: "Feche provisoriamente Seminário
pt Escreva Arcebispo e Reitor Paraíba pedindo aceitar
seminaristas..." Tendo obtido resposta positiva do
Arcebispo da Paraíba, todos os alunos foram transferidos
para o Seminário de João Pessoa, outros para
o Seminário da Prainha em Fortaleza, São Paulo
e Belo Horizonte.
No ano seguinte, em 1927,
foi reaberto com o retorno dos seminaristas para Natal.
Os seminaristas foram para as dependências do Colégio
Diocesano Santo Antonio. Mas, por falta de melhores condições
de funcionamento nesse lugar, foi transferido para a residência
episcopal situada à rua Cel. Bonifácio (atual
Santo Antônio) ficando no Colégio apenas o
dormitório dos seminaristas. Naquele mesmo ano Dom
José Pereira Alves, vendo que o Seminário
encontrava-se em precárias condições,
conseguiu com o Governador José Augusto que os seminaristas
fossem residir num prédio do Estado, onde hoje funciona
o Aero-Clube na Av. Hermes da Fonseca. Como Natal não
era ainda Arquidiocese o Seminário ficou apenas com
o ginasial, o Seminário Maior foi fechado, por determinação
da Santa Sé, como aconteceu com outros seminários
sediados em pequenas Dioceses. Só as Arquidioceses
naquela época poderiam ter Seminário Maior.
A partir desse fato, penas o Menor continuaria a funcionar
até a reabertura do Seminário Maior que aconteceria
50 anos depois.
Nova etapa do
Seminário de São Pedro
após fechamento da divisão dos Maiores
Em 1928, "não
obstante ter Dom José Pereira Alves tentado a doação
deste prédio para a Diocese", o Governador Juvenal
Lamartine de Faria o pediu de volta. Nessa ocasião,
retornou ao Colégio Santo Antônio e era Reitor
o Côn. João da Matta.
O prédio definitivo
do Seminário, ou como era chamado: chácara
do Tirol, muitas vezes mencionado em diversos escritos como
um patrimônio histórico, foi construído
em 1930 por Dom Marcolino Dantas, 4º Bispo de Natal.
A fundação do referido prédio que está
à Av. Campos Sales, 850 – Tirol, ocorreu a
3 de outubro daquele ano com o início de sua construção
sob a direção do Engenheiro Dr. Otávio
Tavares a qual foi encerrada em 1933, após um árduo
trabalho do mencionado Bispo.
Sobre este esforço
de Dom Marcolino, o historiador Itamar de Souza no seu artigo
diz o seguinte: "O Cel. Rosendo Fernandes de Oliveira,
residente em Carnaúbas, ofereceu todo o mosaico para
a capela do Seminário no valor de 2:000$000; o Sr.
Jonas Gurgel, prefeito daquela cidade, doou o mosaico para
a sala de visitas.
As doações feitas
por pessoas de Natal foram inúmeras. Assim, quando
estava à frente da Prefeitura de Natal, o Dr. Dias
Guimarães ofereceu os paralelepípedos e meios-fios
para a entrada do prédio, que se estende do portão
da balustrada até à escadaria do acesso principal.
O Dr. Omar O’Grady, proprietário da Serraria
Industrial, doou a grande porta da entrada. Por fim, a Companhia
Lloyd Brasileiro, por meio do seu agente nesta cidade, Sr.
Odilon Garcia, auxiliou a construção transportando
gratuitamente, do Pará para Natal, cartoze milheiros
de telhas francesas para a cobertura do Seminário".
Algum tempo após o
término da construção do prédio,
em agosto de 1933, esteve em visita Apostólica no
Seminário de São Pedro o Revmo. Mons. Alberto
Pequeno. Resultou daí, novamente a transferência
de seminaristas do curso superior para Fortaleza. Concluíram
os cursos em Natal aqueles que se encontravam nos últimos
anos.
Em 1934, por um privilégio
e favor concedido pelo Visitador Apostólico, Mons.
Manoel Pereira da Cunha Cintra (depois Bispo de Petrópolis),
alguns alunos que terminavam sua teologia permaneceram em
Natal. Dentre eles: Côn. Jorge O’Grady, Mons.
Severino Bezerra e Dom José Adelino. Os demais seminaristas
seguiram para outros seminários.
Nessa época, Dom Marcolino
Esmeraldo de Souza Dantas anuncia a criação
da Obra das Vocações Sacerdotais, com o fim
de fomentar nas famílias o interesse pelas vocações
sacerdotais; garantir a manutenção de alunos
pobres no Seminário, além de adquirir donativos
para o Seminário e seminaristas pobres. Os estatutos
da O. V. S. foram promulgados no dia do aniversário
de fundação do prédio a 3 de outubro
de 1940.
Todo o empenho necessário
para as melhorias do Seminário eram realizados em
diversos setores. Por isso mesmo, em 22 de março
de 1950 foram inscritos no Primeiro Ofício de Notas
(Cartório de Natal) os estatutos oficiais do Seminário
de São Pedro.
A partir de 1958 assumia a
Reitoria o Pe. Lucilo Alves Machado, até então
Diretor Espiritual. Em sua época surgiu o Ginásio
Diocesano, construído no lugar onde estava a antiga
casa que seria o Lar sacerdotal, a fim de que fosse uma
fonte de renda para a manutenção do Seminário.
Foi o primeiro Ginásio misto da época onde
dentre os rapazes estudavam também os seminaristas.
Funcionou até 1969. Nas dependências do antigo
Ginásio encontra-se hoje um órgão do
goverono. O Posto São Pedro também foi outro
empreendimento criado com a mesma intenção.
Lá os seminaristas trabalhavam um turno. A novidade
deste posto era que, diferente dos outros, tinha uma sorveteria.
Alguns comentários que surgiam, ouvia-se: "o
posto do padre venderá gasolina ou sorvete..."?
Anos depois, precisamente
no dia 9 de maio de 1963, o Prefeito de Natal, Djalma Maranhão,
publicou no Diário Oficial a Lei nº 1325 que
reconheci de Utilidade Pública o Seminário
de São Pedro, o que aconteceu mediante um projeto
de lei do vereador Raimundo Nobre Barreto, pai do então
seminaristas Misael Araújo Barreto – atual
Reitor da Universidade Potiguar -, aprovado na Câmara
dos Vereadores.
Fruto de uma crise vocacional
que atingiu muitos seminários do Brasil, o São
Pedro novamente fechou entre os anos de 1969 e 1977. Nesta
nova etapa do Seminário de São Pedro, faz-se
necessário mencionar separadamente as trajetórias
do Maior e Menor.
Reabertura do
Seminário Menor
Com muito empenho, sacrifício
e obstinação Dom Nivaldo Monte, ex-aluno,
reabriu em 10 de fevereiro de 1977 o seminário menor,
com 9 alunos, - entre eles dois da Diocese de Mossoró
-, as portas do Seminário no endereço de sua
residência à rua Mipibu, 441. Segundo Dom Nivaldo,
um dos que mais apoiaram sua decisão foi o atual
Vigário Geral Mons. Francisco de Assis Pereira. Naquela
época era Reitor, o Pe. Hudson Brandão. A
referida residência fora doada pelo Governador do
Estado Sr. Aluísio Alves. Nessa época, os
seminaristas menores tinham seus estudos realizados no Colégio
Marista. Aí residiram até 1988, quando foram
transferidos para Nova Cruz. A nova instalação
do Seminário menor recebeu o nome de Centro Vocacional.
Situado à Rua Pedro Velho, 300, tinha como Reitor
Pe. Matias Patrício de Macedo e Vice-Reitor Pe. Robério.
Depois da experiência
do Centro Vocacional, o Seminário Menor foi reaberto
a 16 de fevereiro de 1991, em João Câmara na
sede Paroquial. O fato ocorreu com missa presidida pelo
então Arcebispo Dom Alair Vilar Fernandes de Melo
e concelebrada pelos padres: Inácio de Loiola (Reitor),
Mons. Luis Lucena Dias (Pároco de João Câmara),
Pe. Robério Camilo da Silva, Mons. Vicente de Paula
da Costa Vasconcelos e Pe. Jaime Vieira Rocha ( Reitor do
Seminário Maior).
De João Câmara
o Seminário menor mudou-se para uma casa doada à
Diocese pelo Professor Ulisses de Góis situada à
Rua Nilo Peçanha, 239. Assumiu a Reitoria o Côn.
Lucilo Alves Machado. Os seminaristas menores permaneceram
aí até 1995 quando em outubro foram para o
prédio da Campos Sales permanecendo lá até
dezembro. Em 1996 novamente foram residir à Rua Mipibu,
441 – Petrópolis.
Procurando atender à
necessidade de acolher novos e mais seminaristas, o Seminário
Menor deixa a residência da Rua Mipibú passando
a funcionar com instalações mais adequadas
em Emaús-Parnamim (BR-101 Km 7,5) a partir do dia
04 de fevereiro do ano 2000, tendo como vice-reitor o Pe.
José Roberto da Rocha, antes vice-reitor do Seminário
Maior.
Reabertura do
Seminário Maior passados 50 anos
Em 1981 um novo desafio foi
empreendido pelo Seminário, já que os seminaristas
menores terminavam seu 2º grau e necessitavam continuar
a formação. Teve início, portanto,
no dia 15 de fevereiro desse ano o curso filosófico
orientado para a formação dos seminaristas
maiores. As aulas foram ministradas no ITEPAN ( Instituto
de Teologia Pastoral de Natal), por um grupo de professores,
em sua maioria, da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande
do Norte). Um ano depois, em 1982, A Arquidiocese fez um
convênio com a Universidade Federal para que os seminaristas
pudessem pagar algumas disciplinas filosóficas; as
demais foram assumidas pela própria equipe de formação
do Seminário. A partir daí, de 1980 a 1983
a Arquidiocese de Natal enviou um grupo de 11 seminaristas
para cursar Teologia no Rio de Janeiro. Residiram no Seminário
São José e estudaram na PUC (Pontifícia
Universidade Católica) até o ano de 1984.
Por umdecreto promulgado em
08 de março de 1985, o Arcebispo Metropolitano de
então, Dom Nivaldo Monte, erigiu o Seminário
Maior da Arquidiocese de Natal tendo como patrono São
Pedro. Nessa mesma ocasião tinha abertura oficial
o curso de Teologia cujo funcionamento integral se daria
no Seminário juntamente com o de Filosofia já
em andamento. A casa de formação continuava
sendo na Rua Mipibu. Em 1994 os seminaristas da Teologia
foram dali transferidos para a Casa do Clero em Emaús
e em 1996 os filósofos, provisorimanete, para a casa
de repouso das Irmãs do Amor Divino em Ponta Negra.
Daí seguiram para o prédio da Av. Campos Sales,
recém reformado após ter sido entregue pelo
governo do Estado ao qual estava aludado.
Em setembro de 1997, por ocasião
de sua viagem à Suíça, passando pelo
Rio de Janeiro, Dom Heitor de Araújo Sales convida
o Pe. José Valquimar Nogueira do Nascimento, - na
época exercendo seu ministério sacerdotal
como formador do Seminário São José
e Vigário Paroquial de Nossa Senhora de Guadalupe
naquela Arquidiocese -, para assumir a Reitoria do Seminário
Maior de São Pedro. Chegando a Natal no dia 31 de
janeiro de 1998, Pe. Valquimar iniciou seus trabalhos no
Seminário organizando a chegada dos seminaristas.
A proposta do Arcebispo era de reunir na Campos Sales, junto
com os Filósofos, também os teólogos
que se encontravam na Casa do Clero em Emaús (Doada
por Dom Nivaldo Monte). E conforme o planejado, a mudança
da mobília da Casa de Emaús para a Campos
Sales, foi realizada pelos 16 seminaristas do propedêutico
daquele ano. Foi um intenso trabalho de arrumação
para que todos os ambientes do prédio pudessem abrigar
os seminaristas. Tudo isso seria provisoriamente, já
que existia um projeto de ampliação para o
Seminário. Com Pe. Valquimar assumiu a vice-reitoria
o Pe. José Roberto da Rocha, ordenado sacerdote em
19 de junho de 1998 para esta missão. Continuavam
fazendo parte da Equipe de Formação os seguintes
padres: Mons. Francisco de Assis Pereira (Diretor do curso
de Teologia), Mons. Agnelo Dantas Barreto (Diretor do curso
de filosofia); Pe. Augustin Calatayud, SJ (Diretor Espiritual
da Filosofia); Mons. João Correia de Aquino, Pe.
José Teixeira de Almeida (Confessores). O Pároco
de Jandaíra, Pe. Inácio de Loyola Bezerra,
começou a assumir a direção espiritual
da teologia vindo duas vezes por semana ao Seminário.
Mas, vendo o Arcebispo a necessidade de residir na casa
de formação um diretor espiritual, transferiu
Pe. Inácio de Loyola Bezerra para a Paróquia
de Extremoz, tendo como residência o Seminário
de São Pedro.
O Seminário Menor continuava
à Rua Mipibu, 441 com Pe. Fábio dos Santos
na Reitoria. Devido aos trabalhos do novo apostolado do
Pe. Fábio dos Santos com a música e gravação
de um CD, assumiu também a Reitoria do Seminário
Menor em 1999, o Pe. José Valquimar Nogueira do Nascimento.
A partir daí, o Seminário de São Pedro
– Maior e Menor – teria um único Reitor.
Com o interesse de aprimorar
a formação do seu futuro presbitério,
Dom Heitor de Araújo Sales declarou publicamente
a prioridade que a Arquidiocese daria ao Seminário
com uma atenção maior. Fruto desse empenho
é que em setembro de 1998 começaram as ampliações
do prédio para atender as necessidades da adequada
formação e, graças a Deus, ao grande
número de vocações. Nesse esforço
conjunto, destaca-se a incansável ajuda dos irmãos
católicos da Alemanha com o apoio das Entidades alemãs
Adveniat, Kirche in Not e Diocese de Colônia que sempre
ajudaram a Arquidiocese de Natal e particularmente, nessa
ocasião, ao Seminário de São Pedro.
No projeto de ampliação inteiro, suas ajudas
foram significativas sem as quais não seria possível
concretizar um sonho.
Embora já existisse
uma planta para ampliação do Seminário,
após a chegada do Pe. José Valquimar Nogueira
do Nascimento, juntamente com Dom Heitor foi lançada
uma proposta de reelaboração da mesma. Foi
então que começaram os primeiros passos até
se concretizar a planta definitiva.
Em 1999 os trabalhos do primeiro
pavimento de dormitórios foram encerrados e no ano
2000 começaram os do segundo pavimento, ainda em
andamento. Ambos estão situados na parte interna
do prédio da Campos Sales. Construídos numa
arquitetura mais moderna, nem por isso agridem a estrutura
do antigo casarão que, embora tenha passado por uma
grande reforma em 1995, com adaptações internas,
não teve suas características externas perdidas.
Além do mais, grande parte dos pavimentos internos
foram preservados por força da própria estrutura
que impediu alterações. Assim temos inúmeras
janelas e portas, escadarias, etc. Dentre estas, encontra-se
a escada de ferro em forma de caracol conhecida como a escada
de Dom Marcolino.
No pátio externo voltado
para a Campos Sales, ainda estão as pitangueiras
tão antigas como o próprio Seminário,
que viram gerações e gerações
de sacerdotes sendo formados. A entrada continua a mesma
voltada para a grande porta central. O muro que cerca sua
frente, já reformado, procura ser semelhante ao que
era anteriormente.Vê-se claramente a continuidade
dos esforços para que o Seminário mantenha
viva a sua índole e estrutura, preservando uma identidade
que por si impõe-se diante da grande avenida.
Vê-se claramente a continuidade
dos esforços para que o Seminário mantenha
viva a sua índole e estrutura. Já nos primeiros
anos após a construção do prédio
da Campos Sales, Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas,
preocupava-se com a permanente iniciativa dos fiéis
em prol dessa Instituição criando a Obra das
Vocações Sacerdotais, com o fim de fomentar
nas famílias o interesse pelas vocações;
garantir a manutenção de alunos pobres no
Seminário, além de adquirir donativos para
o Seminário e seminaristas pobres. Os estatutos da
O . V . S . foram promulgados no dia do aniversário
de fundação do prédio a 3 de outubro
de 1940.
Ao completar 90 anos, o Seminário
de São Pedro é para Natal e o Rio Grande do
Norte um marco da cultura e da formação na
história de várias gerações,
como mencionou algumas vezes, nesta casa, nosso ilustre
Câmara Cascudo. Após terem passado desde 1919,
os incansáveis 15 reitores, diretores espirituais,
confessores e inúmeros professores e padres das equipes
de formação, o Seminário caminha rumo
ao novo milênio vislumbrando horizontes frutuosos.
Graças a Deus, a chácara
do Tirol, apesar de tantos sacrifícios, nunca deixou
de reluzir o seu brilho. Podendo até ser chamado
hoje de o Casarão de ouro da Campos Sales.
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