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90 anos de sementes plantadas e vocações colhidas
   

A criação do Seminário de São Pedro se deu oficialmente em 15 de fevereiro de 1919 com o 2º bispo de Natal, Dom Antônio dos Santos Cabral. Sua primeira turma contava com 12 alunos no Colégio Santo Antônio, ao lado da Igreja, no pavimento superior que dava para a hoje rua Expedicionário Rodoval Cabral. Na reitoria encontrava-se o então Vigário Geral Mons. Alfredo Pegado. Essa turma teve entre seus alunos o Pe. Luís Gonzaga do Monte e Dom José de Medeiros Leite, bispo de Oliveira em Minas Gerais, já falecidos. A formação inicial do Seminário já constava do ginasial e dos cursos filosófico-teológicos.

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É sabido que, mesmo antes da fundação do Seminário, alguns rapazes que estudavam no Colégio Santo Antônio e se interessavam pelo sacerdócio, eram enviados para realizar seus estudos em outros Seminários como: o da Paraíba (João Pessoa), Olinda, Fortaleza.

Por volta do dia 06 de novembro de 1924, "os seminaristas foram residir na casa grande de um sítio, onde hoje ergue-se o Cine Rio Grande, na Av. Deodoro da Fonseca".

"Pretendendo dotar o Seminário de instalações definitivas, D. Antônio dos Santos Cabral, comprou dois terrenos no Tirol. O primeiro pertencente ao Sr. José Getúlio Teixeira de Moura e sua esposa, Dona Ana Moura, foi comprado em setembro de 1919, compreendendo uma área de 7.620 metros quadrados. Havia nele uma casa de telha e tijolo, na Av. Campos Sales, onde os seminaristas residiram durante um certo tempo. A parte norte deste terreno que dá para a Rua Apodí, está ocupada pelo Posto São Pedro e o Zás-Trás, e pelo prédio da ex-Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Atuariais. O outro terreno foi comprado em dezembro daquele ano ao Sr. José Olegário Dantas e sua esposa, Dona Joana Gualherta Fernandes. Conforme a escritura lavrada no segundo Cartório Judiciário, os limites eram os seguintes: possuidores de um cercado com uma casa de morada e diversas fruteiras, encravado na Av. Campos Sales, na Cidade Nova (nome primitivo do Tirol) , desta Capital, em terreno foreiro do patrimônio municipal com uma superfície quadrada de cento e dez metros e dez centímetros (110.10) limitado ao norte por propriedade de José Getúlio com cento e vinte (120,00) metros, a Leste pela Av. Campos Sales com setenta e sete metros, ao Sul pela rua Maxaranguape com cento e vinte (120,00) e a Oeste pela Av. Prudente de Morais com cento e seis metros (106,00)... Este imóvel foi adquirido pela Diocese por dois contos de reis". Até o ano 1930, nada foi construído nesse terreno.

Mesmo com todo esforço, segundo o livro de crônicas de 1925, o Seminário é fechado no final deste ano por motivos financeiros e falta de meios adequados para a formação intelectual dos seminaristas. Foi reaberto no início de 1926, mas em 21 de março, após a missa dominical é novamente fechado, conforme telegrama recebido pelo Reitor no dia 7 de março. O telegrama dizia: "Agradeço querido amigo sua dedicação pt Ouça Cônego Dantas a quem telegrafei fechando provisoriamente Seminário. Bispo de Natal" (Dom José Pereira Alves, encontrava-se no Rio de Janeiro). No mesmo dia o Côn. Estevão Dantas –encarregado do Bispado na ausência do Bispo – recebeu o seguinte telegrama: "Feche provisoriamente Seminário pt Escreva Arcebispo e Reitor Paraíba pedindo aceitar seminaristas..." Tendo obtido resposta positiva do Arcebispo da Paraíba, todos os alunos foram transferidos para o Seminário de João Pessoa, outros para o Seminário da Prainha em Fortaleza, São Paulo e Belo Horizonte.

No ano seguinte, em 1927, foi reaberto com o retorno dos seminaristas para Natal. Os seminaristas foram para as dependências do Colégio Diocesano Santo Antonio. Mas, por falta de melhores condições de funcionamento nesse lugar, foi transferido para a residência episcopal situada à rua Cel. Bonifácio (atual Santo Antônio) ficando no Colégio apenas o dormitório dos seminaristas. Naquele mesmo ano Dom José Pereira Alves, vendo que o Seminário encontrava-se em precárias condições, conseguiu com o Governador José Augusto que os seminaristas fossem residir num prédio do Estado, onde hoje funciona o Aero-Clube na Av. Hermes da Fonseca. Como Natal não era ainda Arquidiocese o Seminário ficou apenas com o ginasial, o Seminário Maior foi fechado, por determinação da Santa Sé, como aconteceu com outros seminários sediados em pequenas Dioceses. Só as Arquidioceses naquela época poderiam ter Seminário Maior. A partir desse fato, penas o Menor continuaria a funcionar até a reabertura do Seminário Maior que aconteceria 50 anos depois.

Nova etapa do Seminário de São Pedro
após fechamento da divisão dos Maiores

Em 1928, "não obstante ter Dom José Pereira Alves tentado a doação deste prédio para a Diocese", o Governador Juvenal Lamartine de Faria o pediu de volta. Nessa ocasião, retornou ao Colégio Santo Antônio e era Reitor o Côn. João da Matta.

O prédio definitivo do Seminário, ou como era chamado: chácara do Tirol, muitas vezes mencionado em diversos escritos como um patrimônio histórico, foi construído em 1930 por Dom Marcolino Dantas, 4º Bispo de Natal. A fundação do referido prédio que está à Av. Campos Sales, 850 – Tirol, ocorreu a 3 de outubro daquele ano com o início de sua construção sob a direção do Engenheiro Dr. Otávio Tavares a qual foi encerrada em 1933, após um árduo trabalho do mencionado Bispo.

Sobre este esforço de Dom Marcolino, o historiador Itamar de Souza no seu artigo diz o seguinte: "O Cel. Rosendo Fernandes de Oliveira, residente em Carnaúbas, ofereceu todo o mosaico para a capela do Seminário no valor de 2:000$000; o Sr. Jonas Gurgel, prefeito daquela cidade, doou o mosaico para a sala de visitas.

As doações feitas por pessoas de Natal foram inúmeras. Assim, quando estava à frente da Prefeitura de Natal, o Dr. Dias Guimarães ofereceu os paralelepípedos e meios-fios para a entrada do prédio, que se estende do portão da balustrada até à escadaria do acesso principal. O Dr. Omar O’Grady, proprietário da Serraria Industrial, doou a grande porta da entrada. Por fim, a Companhia Lloyd Brasileiro, por meio do seu agente nesta cidade, Sr. Odilon Garcia, auxiliou a construção transportando gratuitamente, do Pará para Natal, cartoze milheiros de telhas francesas para a cobertura do Seminário".

Algum tempo após o término da construção do prédio, em agosto de 1933, esteve em visita Apostólica no Seminário de São Pedro o Revmo. Mons. Alberto Pequeno. Resultou daí, novamente a transferência de seminaristas do curso superior para Fortaleza. Concluíram os cursos em Natal aqueles que se encontravam nos últimos anos.

Em 1934, por um privilégio e favor concedido pelo Visitador Apostólico, Mons. Manoel Pereira da Cunha Cintra (depois Bispo de Petrópolis), alguns alunos que terminavam sua teologia permaneceram em Natal. Dentre eles: Côn. Jorge O’Grady, Mons. Severino Bezerra e Dom José Adelino. Os demais seminaristas seguiram para outros seminários.

Nessa época, Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas anuncia a criação da Obra das Vocações Sacerdotais, com o fim de fomentar nas famílias o interesse pelas vocações sacerdotais; garantir a manutenção de alunos pobres no Seminário, além de adquirir donativos para o Seminário e seminaristas pobres. Os estatutos da O. V. S. foram promulgados no dia do aniversário de fundação do prédio a 3 de outubro de 1940.

Todo o empenho necessário para as melhorias do Seminário eram realizados em diversos setores. Por isso mesmo, em 22 de março de 1950 foram inscritos no Primeiro Ofício de Notas (Cartório de Natal) os estatutos oficiais do Seminário de São Pedro.

A partir de 1958 assumia a Reitoria o Pe. Lucilo Alves Machado, até então Diretor Espiritual. Em sua época surgiu o Ginásio Diocesano, construído no lugar onde estava a antiga casa que seria o Lar sacerdotal, a fim de que fosse uma fonte de renda para a manutenção do Seminário. Foi o primeiro Ginásio misto da época onde dentre os rapazes estudavam também os seminaristas. Funcionou até 1969. Nas dependências do antigo Ginásio encontra-se hoje um órgão do goverono. O Posto São Pedro também foi outro empreendimento criado com a mesma intenção. Lá os seminaristas trabalhavam um turno. A novidade deste posto era que, diferente dos outros, tinha uma sorveteria. Alguns comentários que surgiam, ouvia-se: "o posto do padre venderá gasolina ou sorvete..."?

Anos depois, precisamente no dia 9 de maio de 1963, o Prefeito de Natal, Djalma Maranhão, publicou no Diário Oficial a Lei nº 1325 que reconheci de Utilidade Pública o Seminário de São Pedro, o que aconteceu mediante um projeto de lei do vereador Raimundo Nobre Barreto, pai do então seminaristas Misael Araújo Barreto – atual Reitor da Universidade Potiguar -, aprovado na Câmara dos Vereadores.

Fruto de uma crise vocacional que atingiu muitos seminários do Brasil, o São Pedro novamente fechou entre os anos de 1969 e 1977. Nesta nova etapa do Seminário de São Pedro, faz-se necessário mencionar separadamente as trajetórias do Maior e Menor.

Reabertura do Seminário Menor

Com muito empenho, sacrifício e obstinação Dom Nivaldo Monte, ex-aluno, reabriu em 10 de fevereiro de 1977 o seminário menor, com 9 alunos, - entre eles dois da Diocese de Mossoró -, as portas do Seminário no endereço de sua residência à rua Mipibu, 441. Segundo Dom Nivaldo, um dos que mais apoiaram sua decisão foi o atual Vigário Geral Mons. Francisco de Assis Pereira. Naquela época era Reitor, o Pe. Hudson Brandão. A referida residência fora doada pelo Governador do Estado Sr. Aluísio Alves. Nessa época, os seminaristas menores tinham seus estudos realizados no Colégio Marista. Aí residiram até 1988, quando foram transferidos para Nova Cruz. A nova instalação do Seminário menor recebeu o nome de Centro Vocacional. Situado à Rua Pedro Velho, 300, tinha como Reitor Pe. Matias Patrício de Macedo e Vice-Reitor Pe. Robério.

Depois da experiência do Centro Vocacional, o Seminário Menor foi reaberto a 16 de fevereiro de 1991, em João Câmara na sede Paroquial. O fato ocorreu com missa presidida pelo então Arcebispo Dom Alair Vilar Fernandes de Melo e concelebrada pelos padres: Inácio de Loiola (Reitor), Mons. Luis Lucena Dias (Pároco de João Câmara), Pe. Robério Camilo da Silva, Mons. Vicente de Paula da Costa Vasconcelos e Pe. Jaime Vieira Rocha ( Reitor do Seminário Maior).

De João Câmara o Seminário menor mudou-se para uma casa doada à Diocese pelo Professor Ulisses de Góis situada à Rua Nilo Peçanha, 239. Assumiu a Reitoria o Côn. Lucilo Alves Machado. Os seminaristas menores permaneceram aí até 1995 quando em outubro foram para o prédio da Campos Sales permanecendo lá até dezembro. Em 1996 novamente foram residir à Rua Mipibu, 441 – Petrópolis.

Procurando atender à necessidade de acolher novos e mais seminaristas, o Seminário Menor deixa a residência da Rua Mipibú passando a funcionar com instalações mais adequadas em Emaús-Parnamim (BR-101 Km 7,5) a partir do dia 04 de fevereiro do ano 2000, tendo como vice-reitor o Pe. José Roberto da Rocha, antes vice-reitor do Seminário Maior.

Reabertura do Seminário Maior passados 50 anos

Em 1981 um novo desafio foi empreendido pelo Seminário, já que os seminaristas menores terminavam seu 2º grau e necessitavam continuar a formação. Teve início, portanto, no dia 15 de fevereiro desse ano o curso filosófico orientado para a formação dos seminaristas maiores. As aulas foram ministradas no ITEPAN ( Instituto de Teologia Pastoral de Natal), por um grupo de professores, em sua maioria, da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Um ano depois, em 1982, A Arquidiocese fez um convênio com a Universidade Federal para que os seminaristas pudessem pagar algumas disciplinas filosóficas; as demais foram assumidas pela própria equipe de formação do Seminário. A partir daí, de 1980 a 1983 a Arquidiocese de Natal enviou um grupo de 11 seminaristas para cursar Teologia no Rio de Janeiro. Residiram no Seminário São José e estudaram na PUC (Pontifícia Universidade Católica) até o ano de 1984.

Por umdecreto promulgado em 08 de março de 1985, o Arcebispo Metropolitano de então, Dom Nivaldo Monte, erigiu o Seminário Maior da Arquidiocese de Natal tendo como patrono São Pedro. Nessa mesma ocasião tinha abertura oficial o curso de Teologia cujo funcionamento integral se daria no Seminário juntamente com o de Filosofia já em andamento. A casa de formação continuava sendo na Rua Mipibu. Em 1994 os seminaristas da Teologia foram dali transferidos para a Casa do Clero em Emaús e em 1996 os filósofos, provisorimanete, para a casa de repouso das Irmãs do Amor Divino em Ponta Negra. Daí seguiram para o prédio da Av. Campos Sales, recém reformado após ter sido entregue pelo governo do Estado ao qual estava aludado.

Em setembro de 1997, por ocasião de sua viagem à Suíça, passando pelo Rio de Janeiro, Dom Heitor de Araújo Sales convida o Pe. José Valquimar Nogueira do Nascimento, - na época exercendo seu ministério sacerdotal como formador do Seminário São José e Vigário Paroquial de Nossa Senhora de Guadalupe naquela Arquidiocese -, para assumir a Reitoria do Seminário Maior de São Pedro. Chegando a Natal no dia 31 de janeiro de 1998, Pe. Valquimar iniciou seus trabalhos no Seminário organizando a chegada dos seminaristas. A proposta do Arcebispo era de reunir na Campos Sales, junto com os Filósofos, também os teólogos que se encontravam na Casa do Clero em Emaús (Doada por Dom Nivaldo Monte). E conforme o planejado, a mudança da mobília da Casa de Emaús para a Campos Sales, foi realizada pelos 16 seminaristas do propedêutico daquele ano. Foi um intenso trabalho de arrumação para que todos os ambientes do prédio pudessem abrigar os seminaristas. Tudo isso seria provisoriamente, já que existia um projeto de ampliação para o Seminário. Com Pe. Valquimar assumiu a vice-reitoria o Pe. José Roberto da Rocha, ordenado sacerdote em 19 de junho de 1998 para esta missão. Continuavam fazendo parte da Equipe de Formação os seguintes padres: Mons. Francisco de Assis Pereira (Diretor do curso de Teologia), Mons. Agnelo Dantas Barreto (Diretor do curso de filosofia); Pe. Augustin Calatayud, SJ (Diretor Espiritual da Filosofia); Mons. João Correia de Aquino, Pe. José Teixeira de Almeida (Confessores). O Pároco de Jandaíra, Pe. Inácio de Loyola Bezerra, começou a assumir a direção espiritual da teologia vindo duas vezes por semana ao Seminário. Mas, vendo o Arcebispo a necessidade de residir na casa de formação um diretor espiritual, transferiu Pe. Inácio de Loyola Bezerra para a Paróquia de Extremoz, tendo como residência o Seminário de São Pedro.

O Seminário Menor continuava à Rua Mipibu, 441 com Pe. Fábio dos Santos na Reitoria. Devido aos trabalhos do novo apostolado do Pe. Fábio dos Santos com a música e gravação de um CD, assumiu também a Reitoria do Seminário Menor em 1999, o Pe. José Valquimar Nogueira do Nascimento. A partir daí, o Seminário de São Pedro – Maior e Menor – teria um único Reitor.

Com o interesse de aprimorar a formação do seu futuro presbitério, Dom Heitor de Araújo Sales declarou publicamente a prioridade que a Arquidiocese daria ao Seminário com uma atenção maior. Fruto desse empenho é que em setembro de 1998 começaram as ampliações do prédio para atender as necessidades da adequada formação e, graças a Deus, ao grande número de vocações. Nesse esforço conjunto, destaca-se a incansável ajuda dos irmãos católicos da Alemanha com o apoio das Entidades alemãs Adveniat, Kirche in Not e Diocese de Colônia que sempre ajudaram a Arquidiocese de Natal e particularmente, nessa ocasião, ao Seminário de São Pedro. No projeto de ampliação inteiro, suas ajudas foram significativas sem as quais não seria possível concretizar um sonho.

Embora já existisse uma planta para ampliação do Seminário, após a chegada do Pe. José Valquimar Nogueira do Nascimento, juntamente com Dom Heitor foi lançada uma proposta de reelaboração da mesma. Foi então que começaram os primeiros passos até se concretizar a planta definitiva.

Em 1999 os trabalhos do primeiro pavimento de dormitórios foram encerrados e no ano 2000 começaram os do segundo pavimento, ainda em andamento. Ambos estão situados na parte interna do prédio da Campos Sales. Construídos numa arquitetura mais moderna, nem por isso agridem a estrutura do antigo casarão que, embora tenha passado por uma grande reforma em 1995, com adaptações internas, não teve suas características externas perdidas. Além do mais, grande parte dos pavimentos internos foram preservados por força da própria estrutura que impediu alterações. Assim temos inúmeras janelas e portas, escadarias, etc. Dentre estas, encontra-se a escada de ferro em forma de caracol conhecida como a escada de Dom Marcolino.

No pátio externo voltado para a Campos Sales, ainda estão as pitangueiras tão antigas como o próprio Seminário, que viram gerações e gerações de sacerdotes sendo formados. A entrada continua a mesma voltada para a grande porta central. O muro que cerca sua frente, já reformado, procura ser semelhante ao que era anteriormente.Vê-se claramente a continuidade dos esforços para que o Seminário mantenha viva a sua índole e estrutura, preservando uma identidade que por si impõe-se diante da grande avenida.

Vê-se claramente a continuidade dos esforços para que o Seminário mantenha viva a sua índole e estrutura. Já nos primeiros anos após a construção do prédio da Campos Sales, Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas, preocupava-se com a permanente iniciativa dos fiéis em prol dessa Instituição criando a Obra das Vocações Sacerdotais, com o fim de fomentar nas famílias o interesse pelas vocações; garantir a manutenção de alunos pobres no Seminário, além de adquirir donativos para o Seminário e seminaristas pobres. Os estatutos da O . V . S . foram promulgados no dia do aniversário de fundação do prédio a 3 de outubro de 1940.

Ao completar 90 anos, o Seminário de São Pedro é para Natal e o Rio Grande do Norte um marco da cultura e da formação na história de várias gerações, como mencionou algumas vezes, nesta casa, nosso ilustre Câmara Cascudo. Após terem passado desde 1919, os incansáveis 15 reitores, diretores espirituais, confessores e inúmeros professores e padres das equipes de formação, o Seminário caminha rumo ao novo milênio vislumbrando horizontes frutuosos.

Graças a Deus, a chácara do Tirol, apesar de tantos sacrifícios, nunca deixou de reluzir o seu brilho. Podendo até ser chamado hoje de o Casarão de ouro da Campos Sales.

   

Seminário de São Pedro - Arquidiocese de Natal
Av. Campos Sales, 850 - Tirol | Natal / RN | (84) 3615-2820 | seminariosaopedro@supercabo.com.br

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