entrevista
   
Arquidiocese envia seminarista para estudar em Roma
   

O aluno do Seminário de São Pedro, Francisco Fernandes, irá residir em Roma, a partir do próximo mês de agosto. Lá, ele irá concluir o curso de Teologia e, em seguida, fará mestrado na mesma área. Aqui, Francisco cursava o 2º ano do curso de Teologia, era professor do curso Propedêutico do Seminário, colaborava com a equipe de coordenação arquidiocesana da Pastoral da Comunicação e fazia parte da Equipe Vocacional.

A seguir, publicamos a entrevista completa concedida pelo seminarista ao Jornal Informativo Arquidiocesano, A Ordem, edição de 27 de julho de 2008.

 

Gleidimar Nunes
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Francisco Fernandes é seminarista da Arquidiocese de Natal e viajará para Roma, no dia 9 de agosto

A ORDEM - Como foi sua descoberta vocacional e que caminho você tem percorrido até o Seminário de São Pedro?

Francisco - Senti-me chamado ao Sacerdócio ainda na adolescência, quando morava em São Miguel, interior do Estado. Lá tive o primeiro contato com a Igreja e recebi os sacramentos de iniciação cristã. Foi também naquela cidade onde realizei minhas primeiras experiências pastorais. Quando vim morar em Natal, desejei continuar aquela experiência eclesial e engajei-me na Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, na Cidade Alta. Nesta paróquia, que considero minha paróquia de referência, atuei como agente de pastoral e fui também funcionário. Durante todo o tempo, contei com a amizade e orientação espiritual do pároco, Mons. Agnelo Barretto. Com sua ajuda fiz um discernimento vocacional e, movido por aquele “primeiro chamado”, ingressei na Congregação dos Irmãos da Sagrada Face, em Fortaleza. Após três anos de experiência naquela comunidade, em 2007, pedi ingresso no Seminário de São Pedro, onde estou feliz, até hoje.

A ORDEM - Seu retorno à Arquidiocese é recente, mas o que você pôde, neste tempo, vivenciar no Seminário de Natal?

Francisco - Ingressei no Seminário de São Pedro – augusta casa de formação do clero potiguar – com o propósito de dar seguimento à minha caminhada formativa, rumo ao Sacerdócio. Neste centro, tenho feito a experiência de vida fraterna numa comunidade bastante grande, diversificada e enriquecedora. Aqui também me iniciei nos estudos da Sagrada Teologia. Em termos práticos, a mim foi solicitada uma ajuda na reestruturação do site do Seminário, tanto no que se referia ao seu layout quanto ao conteúdo. Além disso, fui professor de Literatura Brasileira, do curso Propedêutico. Porém, destaco, com maior relevo e muita gratidão, a experiência pastoral que pude realizar junto aos jovens vocacionados, entre os anos de 2007 e 2008. Com eles, pude mais e mais vislumbrar a beleza da vocação com a qual o Senhor nos cumula e, ao mesmo tempo em que os incitava sobre um questionamento, fazia-o a mim mesmo: o que me motiva buscar ser um sacerdote?! Diria que estas foram as vivências mais intensas e significativas.

A ORDEM - Você foi recentemente convidado pela equipe de formação do Seminário para ir concluir seus estudos em Roma. O que isso significa para sua formação?

Francisco - Em fevereiro, quando ainda encontra-me em gozo de férias, fui surpreendido por um contato do Reitor, Pe. Valtair Lira, dirigindo-me o convite para ir concluir meus estudos em Roma, a partir do segundo semestre deste ano. Pedi-lhe um tempo para conversar com meus familiares e meu diretor espiritual e, na semana seguinte, dei-lhe minha resposta de aceitação. Para o seminarista, ir estudar em outro país – Itália, neste caso – não significa um tosco privilégio, antes, porém, uma tarefa empenhativa que requer do formando uma consciência madura do que tal missão comporta. Considerado este aspecto, podemos reconhecer a imensa riqueza espiritual, eclesial, intelectual e cultural que será agregada à formação do jovem que se prepara para o Sacerdócio.

A ORDEM - O que pretende o Seminário de São Pedro ao mandar um seminarista estudar em outro centro formativo, fora do país?

Francisco - Esta iniciativa foi amplamente cultivada por Dom Heitor, durante o tempo de seu governo, e Dom Matias tem dado continuidade. Com isso, a Arquidiocese e, conseqüentemente, o Seminário almejam qualificar melhor um bom número de padres para que se dediquem à formação dos futuros sacerdotes, como professores, bem como para o exercício de funções e serviços na Arquidiocese, de acordo com suas respectivas qualificações. É importante, no entanto, salientar que o primeiro de todos os objetivos ao se mandar um seminarista para Roma é formá-lo para o Sacerdócio. As atividades e funções por ele assumidas posteriormente, quando padre, serão uma conseqüência de seu ministério.

A ORDEM - O quê e onde você estudará?

Francisco - Inicialmente concluirei meus estudos do curso de Teologia, no Ateneo Pontifício Regina Apostolorum, dos Legionários de Cristo. Após a conclusão, iniciarei um curso de pós-graduação, em nível de mestrado, na área de Teologia Dogmática, provavelmente. Durante o tempo que permanecerei em Roma residirei no Pontifício Colégio Internacional Maria Mater Ecclesiae, da mesma Congregação. Este intercâmbio tem sido possível graças à concessão de bolsas de estudos destinadas à Arquidiocese de Natal, pelos Legionários de Cristo, que já formaram mais de uma dezena de padres da Arquidiocese.

A ORDEM - Quais são suas expectativas para esta nova experiência formativa?

Francisco - São expectativas boas. Tenho procurado fazer aquela experiência de “esperar em Deus”. Confio muitíssimo que o Senhor, ao me tirar de Natal, no instante em que me encontro bem e feliz em nosso Seminário, há de me conduzir a uma igual ou maior felicidade. As demais coisas virão como fruto de uma boa ascese espiritual, senso de obediência e retidão, que espero, com entusiasmo, continuar cultivando!

 

   

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